[Resenha] SHADOWSIDE - "Shades of Humanity" (2017)
A grandiosa SHADOWSIDE está prestes a lançar seu mais novo trabalho, o 4º da carreira, o "Shades of Humanity". O álbum explora uma temática profunda, com letras sobre depressão, aborto, o desastre de Mariana e os valores morais da humanidade, explorando novas possibilidades musicais sem deixar de lado seus pesados riffs de guitarra e melodias marcantes, que são as marcas registradas da banda. O álbum foi gravado e produzido na Suécia sob a direção de FREDRIK NORDTRÖM (Arch Enemy, Hammerfall, Evergrey) e HENRIK UDD (Architects, Arch Enemy).
A sonoridade do álbum, obviamente, é monstruosa, já o direcionamento musical, é um pouco mais pesado e visceral que "Inner Monster Out", com muitas passagens bem agressivas e muito flertes ao Thrash Metal, onde a voz da magnífica DANI NOLDEN aparece com drives bem acentuados. "Shades of Humanity" é meio que uma mistura dos 3 álbuns anteriores, fazendo um mix da agressividade dos 2 primeiros com a modernidade do antecessor. Vale lembrar que este é o primeiro registro com a nova formação, que agora conta com reconhecido baixista sueco MAGNUS ROSÉN (ex-Hammerfall).
Destaques
A banda já começa arregaçando tudo com "The Fall", uma música bem agitada e pesada, com um groove poderoso e cativante. DANI já chega mandando ver com uma voz poderosa sobre os incríveis riffs do telentosíssimo (e subestimado) guitarrista RAPHAEL MATTOS, que faz um solo de arrancar aplausos. O refrão é emocionante e atmosférico, uma sonzeira!!
Nos mesmos moldes temos "Beast Inside", porém, com uma levada mais rápida. Ouvindo esse som, me passou pela cabeça - "Porque essa banda não é tão reconhecida pela sua grandeza aqui no Brasil como Angra e Almah?". Músicas como essas não devem nada para nenhum gringo... Uma porrada! DANI NOLDEN, é com certeza, uma das minhas top 5 vozes femininas do mundo!
"Insidious Me" tem uma pegada mais voltada para o progmetal, lembrando trabalhos recentes de bandas como Symphony X, porém, com mais cadenciamento. O peso é a palavra de ordem aqui. Ela também é rápida e com um refrão fodástico.
Ouvindo "The Crossing", consigo visualizar aquela galera na frente do palco girando suas cabeleiras freneticamente e outros ainda, pulando enlouquecidamente. É uma música empolgante, com uma pegada marcante.
E com a vibe prog ainda temos a música seguinte "Stream of Shame", que talvez seja a melhor do álbum. Riffeira de guitarra fodástica, uma pegada de bateria monstruosa e ótimas "viradas" e quebradas. O refrão é atmosférico e profundo, com um coro em seu background e a DANI, mandando ver! E o solo de RAPHAEL então? Magnifico!!
O álbum possui duas contribuições do lendário guitarrista ANDY LA ROCQUE (King Diamond) em parceria com MAGNUS, e uma delas é a sombria, pesada e agressiva "Unreality", um petardo!
Meu último destaque fica por conta da magnífica "Alive", que foi o primeiro single/clipe lançado pela banda. Aqui não preciso dizer nada, apenas assistam essa maravilha:
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O álbum possui duas contribuições do lendário guitarrista ANDY LA ROCQUE (King Diamond) em parceria com MAGNUS, e uma delas é a sombria, pesada e agressiva "Unreality", um petardo!
Meu último destaque fica por conta da magnífica "Alive", que foi o primeiro single/clipe lançado pela banda. Aqui não preciso dizer nada, apenas assistam essa maravilha:
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"Shades of Humanity" entra para o hall dos melhores lançamento de 2017, não só no Brasil, mas no mundo, em minha opinião é claro. Além disso, está no páreo, cabeça-a-cabeça com "Inner Monster Out" (2011). O álbum já foi lançado no Japão, EUA e Europa no mês passado - pra tu ver o nível da coisa - e aqui no Brasil, teremos o lançamento oficializado em 04 de Setembro. Um trabalho imperdível!1 Recomnedadíssimo!
NOTA - 9,5
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SHADOWSIDE - "Shades of Humanity" (2017)
Faixas
01. The Fall
02. Beast Inside
03. What If
04. Make My Fate
05. Insidious Me
06. The Crossing
07. Stream of Shame
08. Parade the Sacrifice
09. Drifter
10. Unreality
11. Alive
12. Haunted (Faixa bônus japonesa)
Formação
Dani Nolden - voz
Raphael Mattos - guitarra
Magnus Rosén - baixo
Fabio Buitvidas - bateria
Cortesia